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Ementa
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Requerimento à Comissão Extraordinária de Relações Internacionais Internacionalmente, quando surgem tensões e crises políticas e econômicas que abalam as instituições, é muito comum que mulheres e outras populações vulneráveis sejam afetadas com mais intensidade e rapidez. A retirada dos EUA no Afeganistão trouxe à tona temáticas sensíveis na esfera da política internacional. Para o mundo, as imagens que marcam o fim do conflito EUA-Afeganistão foram chocantes, o Talibã conseguiu tomar o poder político do país em poucas horas, as imagens de milhares de afegãos desesperados no aeroporto em busca de uma oportunidade para partir do país chocaram o mundo e propagandas com imagens de mulheres foram apagadas. Milhares de mulheres que vivem no Afeganistão temem o futuro sob o regime do Talibã. O Talibã esteve no poder do governo afegão de 1996 a 2001 - anos marcados por muito sangue e perda de direitos das mulheres. Neste período as mulheres eram proibidas de estudar, trabalhar, sair na rua desacompanhadas de um familiar do gênero masculino, eram obrigadas a se vestirem e se comportarem conforme ditava o grupo, que se baseia até hoje na Sharia - uma representação radical da lei islâmica. Na atual conjuntura, as mulheres já estão sentindo as primeiras manifestações contra suas liberdades. A imprensa internacional divulgou fotos de membros do Talibã apagando publicidades que continham imagens de mulheres em vias públicas, meninas estão sendo levadas para casar com combatentes, professores universitários se despedindo de suas alunas, e mulheres recebendo ligações sendo informadas que perderam seus postos de trabalho para seus maridos. A comunidade internacional teme o pior para as mulheres no país. Na conjuntura doméstica, líderes do Talibã garantiram que não irão suprimir os direitos das mulheres como nos anos em que estiveram no poder, uma estratégia apontada por muitos como uma forma de garantir a legitimidade do regime e conseguir suporte internacional. Mas seria essa uma intenção verdadeira? O questionamento principal que a tomada de poder do Talibã nos traz é: por que as mulheres são as primeiras a serem atacadas? Suas imagens e liberdades suprimidas? Seriam as mulheres o elo mais fraco da pirâmide social? Não obstante, apesar da preocupação mundial estar concentrada no Oriente Médio, outras mulheres em situação de vulnerabilidade encontram dificuldades para ver garantidos seus direitos mais básicos, como acesso à cultura, educação e saúde. O Brasil, a exemplo, é o 5º país que mais acolhe o fluxo migratório, são 265 mil venezuelanos regularizados no país. Os campos de abrigos para refugiados já estão saturados, com quase 7.5 mil pessoas, além de 4 mil em ocupações espontâneas irregulares e ainda milhares nas ruas. Desta feita, propõe-se a esta comissão que seja feito convite à Sra. Jurema Werneck, Diretora Executiva na Anistia Internacional Brasil, e a Sra. Anastasia Divinskaya: Representante da ONU Mulheres Brasil. A sugestão de pauta aqui é debater a situação das mulheres em zonas de conflito e a situação das mulheres refugiadas na cidade de São Paulo. Vice Presidente da Comissão de Relações Internacionais Cris Monteiro - Vereadora (NOVO-SP)
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